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Grape ESG debate situação do Brasil frente aos resultados divulgados pelo relatório do IPCC


Evento contou com a participação de Thelma Krug, vice-presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas .


Por Rhayana Araújo

Com o tema “Relatório Científico do IPCC de 2021: e daí, Brasil?”, a Grape ESG promovei na última sexta-feira, 13 de agosto, um webinar para debater as informações contidas no relatório do IPCC - Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, divulgado no dia 9 deste mês. O evento foi realizado em parceria com o Centro de Infraestrutura e Soluções Ambientais da FGV - Fundação Getúlio Vargas e foi moderado por Ricardo Assumpção e Ione Anderson, respectivamente CEO e COO da Grape ESG.

O webinar contou com as participações especiais de Thelma Krug, vice-presidente do IPCC e conselheira Consultiva da Grape ESG; Gesner Oliveira, sócio executivo da GO Associados, coordenador do Centro de Estudos de Infraestrutura e Soluções Ambientais - FGV/EASP, e conselheiro Consultivo da Grape ESG; e Lincoln Alves, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e autor-líder do novo Atlas de Mudanças Climáticas.

“Na Grape, a gente tem tentado fazer com que as empresas passem a tratar a questão do ESG, das mudanças climáticas, como algo estratégico, algo que vai impactar os negócios, os lucros e a forma de criar valor”, afirmou o CEO da Grape, Ricardo Assumpção.

A COO da Grape, Ione Anderon, acreditamos que essas discussões interdisciplinares são muito importantes. “Por isso que estamos promovemos esse webinar hoje. Estamos presenciando mudanças rápidas e drásticas para o planeta, algumas delas sem volta, como aponta o relatório do IPCC, e que terão impacto muito fortes no clima. Buscamos nesse webinar discutir um enfoque um pouco diferentes do que tem sido discutido durante esta semana, apontando resultados específicos”, afirmou Ione.


A vice-presidente do IPCC, Thelma Krug, apresentou resultados específicos do relatório sobre aquecimento global no presente. Thelma informou o cronograma do IPCC de lançamento de outros relatórios. “Esse foi o primeiro relatório do IPCC que foca na ciência física, principalmente a parte dos gases de efeito estufa. Em fevereiro de 2022, sai um novo relatório que focará na parte dos impactos, vulnerabilidades e adaptação à mudança do clima. Em março, será lançado o mais um relatório, que focará na parte de mitigação, que é justamente o que pode ser feito em termos de redução de emissão de gases de efeito estufa ou fortalecimento dos sumidouros de carbono, sendo um desses sumidouros a floresta”, revelou.

Gesner Oliveira, que realizou uma análise econômica dos dados apresentados pelos participantes, ressaltando as potenciais implicações do relatório para o Brasil, fez um agradecimento especial à Grape ESG. “Agradeço ao Ricardo Assumpção por viabilizar esse encontro e dar um apoio ao Centro de Estudos de Infraestrutura e Soluções Ambientais da FGV, para que a gente possa realizar esse debate tão importante no atual momento e também à Ione Anderson, CCO da Grape, especialista em Comunicação Estratégica. Tivemos neste evento um timaço de grandes especialistas com vasta experiência para contextualizar e apontar questões relevantes que certamente serão objetos de pesquisa e discussão na FGV como um todo”, afirmou Gesner.

O relatório inclui um capítulo que aborda aspectos regionais da mudança do clima e um Atlas Interativo que possibilita ao usuário focar em sub-regiões específicas, simulando mudanças projetadas da temperatura de superfície, precipitação, vento, nível do mar sob diferentes cenários de aquecimento. Um dos autores-líder do Atlas, Lincoln Alves, apresentou o documento.

“Uma das coisas que mais chama a atenção nesse relatório, e é um aspecto também inovador, é o olhar regional, o olhar para um aspecto que nos anteriores não se tinha. É um nível de detalhe que se explorou em quase um terço de todo esse relatório. E quando a gente olha viés regional, uma mensagem clara que fica é que a mudança do clima já está afetando todas as regiões da terra de diferentes maneiras e essas manifestações são mais receptíveis às pessoas e aos setores através de extremos climáticos”, afirmou Lincoln.

O evento teve a transmissão por meio do canal do YouTube do Centro de Infraestrutura e Soluções Ambientais da FGV - Fundação Getúlio Vargas. Para assistir ou reassistir o debate completo, clique aqui.



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