• Redação GRAPE ESG

O mercado de educação executiva em ESG e as plataformas de tecnologia com inteligência artificial

Atualizado: há 7 dias






Leia a análise de Ricardo Assumpção, CEO da Grape ESG.


As pressões dos diversos stakeholders em cima das empresas deixa claro que os modelos de negócio passam por uma transformação permanente. Além de risco e retorno, será necessário que as corporações computem a variável “impacto positivo” nos seus projetos, estratégias e planos de metas.


Para prosperar nesta nova realidade do mundo corporativo é primordial que os conselhos de administração e alta gestão das empresas estejam comprometidos com sustentabilidade, entendam seus impactos na criação de valor futuro e como isso afetará a capacidade de concorrência e mercado.


Porém isso não é suficiente. Um plano de negócios que leve em conta o ESG, análise de materialidade, além de impactos em processos e produtos exige profissionais capacitados e experientes. Obter resultado financeiro com sustentabilidade obriga os executivos aplicarem os frameworks corretos ao executar estas tarefas. E aí temos um enorme problema.


No Brasil, não possuímos número suficiente de profissionais habilitados para conduzir esta jornada de forma eficiente dentro das companias. A grande quantidade de Lives que inundou a internet criou a impressão de que temos grandes especialistas no tema, quando isso não é verdade. Alguns possuem conteúdo para advogar em ESG, mas sem consistência necessária para aplicar o conhecimento.


A situação não é muito diferente nas empresas de consultoria, que seriam uma alternativa para garantir uma transição mais suave à medida que o mercado forma mão de obra qualificada. Para elas também é escasso o acesso a profissionais de ponta capazes de liderar projetos ESG. Mesmo trazendo profissionais de fora do país, ainda assim em pequeno número e sem o conhecimento da nossa realidade local.


Até 2.020, não havia cursos de educação executiva nacionais focados em formar lideranças sustentáveis, com conhecimento necessário para assumir posições sênior dentro das empresas.


Porém existem opções excelentes no exterior e acessíveis aos executivos brasileiros. Um artigo publicado esta semana pelo Financial Times aborda o aumento da demanda por cursos focados em ESG. Alguns destes cursos buscam inclusive levar os alunos para fora do ambiente tradicional da sala de aula, para que sejam conhecidos os impactos ambientais e sociais das operações e assim posam ter insights que ajudem a transformar o modelo de negócios e façam o propósito aflorar.


Entre as escolas de negócios com destaque no artigo estão a Berkeley’s Haas School of Business, a Kellogg School of Management, a Stern School of Business e a London Business Scholl. Entre os casos de sucesso retratados está o da GrapeESG, consultoria brasileira da qual sou o CEO. Além de implantar processos ESG nas empresas, buscamos trabalhar na formação de executivos para exercerem a liderança sustentável.


As ferramentas de tecnologia também ganharão espaço relevante como aliadas dos executivos. Hoje já existem plataformas de inteligência artificial com algoritmos que monitoram reputação em tempo real de empresas, por exemplo RepRisk, e outras que analisam milhares de informações e relatórios financeiros e de sustentabilidade identificando possíveis inconsistências na informação apresentada, como por exemplo a inglesa Datamaran.


A maturidade do mercado virá em breve e com isso todos sairão ganhando: as empresas que poderão ter executivos capacitados e também o mercado financeiro que terá à sua disposição ferramentas eficientes para analisar os riscos não financeiros que impactam no lucro.


* Ricardo Assumpção é empreendedor, fundador de diversas empresas no setor de comunicação e marketing, especialista em ESG e Liderança Sustentável pela London Business School e CEO da Grape ESG.


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